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O ENSINO PROFISSIONAL E A IMERSÃO NO MUNDO DO TRABALHO

As Escolas Profissionais foram criadas há cerca de 23 anos e os seus projetos educativos e formativos têm uma grande ligação aos contextos locais e regionais, ou seja, ao tecido económico e social dos territórios em que desenvolvem a sua atividade.

As Escolas Profissionais, para além de terem sido criadas através de iniciativas locais e do envolvimento de uma pluralidade de atores, designadamente autarquias, associações, sociedades, cooperativas, fundações, sempre tiveram uma visão clara do caminho a seguir e uma missão bem definida, centrada na organização da formação segundo as mais avançadas metodologias pedagógicas e os mais elevados padrões e qualidade por forma a garantir uma mais fácil e qualificada inserção no mundo do trabalho.

Particularmente a partir da publicação do Decreto-Lei 4/98, de 8 de Janeiro, as Escolas Profissionais passaram a oferecer, para além da formação inicial de jovens, a formação contínua de adultos. Mais recentemente muitas Escolas Profissionais passaram a promover ações de reconhecimento, validação e certificação de competências, escolares e profissionais, como instrumento ao serviço da formação de adultos, pois sempre estiveram muito cientes de que os adultos não devem aprender o que já sabem mas, antes, validar os conhecimentos adquiridos os longo da vida e, em função do referencial pretendido, fazer as necessárias formações complementares.

Esta panóplia de respostas educativas, formativas e de certificação, pela forma como foram trabalhadas em termos pedagógicos, coloca as Escolas Profissionais na senda dos projetos mais consistentes e inovadores, um verdadeiro referencial de boas práticas.

As diversas modalidades de educação, formação e certificação são entendidas pelas Escolas Profissionais como fazendo parte dos seus projetos educativos. Com a assunção, em pleno, destes princípios orientadores, as Escolas ganharam em coerência e eficácia. As formações passaram a ser planeadas, organizadas, executadas e avaliadas, de forma mais refletida, participada e articulada. Passou a haver uma maior preocupação com a utilização racional das instalações e dos equipamentos. Assumiu-se o princípio da gestão integrada dos recursos humanos.

Tudo passou a priorizado e colocado ao serviço dos jovens e dos adultos numa lógica de maximização dos recursos educativos.

A experiência das Escolas Profissionais, nesta matéria, associada ao princípio da melhoria contínua que sempre preside à sua ação e absoluta necessidade de disseminar as boas práticas, levou a ANESPO a propor à então ANQ a inclusão da conceção de um Guião dos Projetos Educativos no Protocolo de Cooperação subscrito em 2009.

O guião foi ultimado e validado pela ANQ em 2011 e passou a estar disponível, em vários suportes, tendo em vista contribuir para a melhoria do funcionamento das Escolas, em geral. Mas, não chega ter um guião para a elaboração dos projetos educativos. É preciso ter, agora, um olhar mais atento sobre as atuais políticas educativas, formativas e de certificação.

Importa que os contornos da nova política sejam mais evidentes. Importa que, em muitas áreas, deixem de existir tantas incertezas e ambiguidades, mas, acima de tudo, importa que se tenha um olhar atento e esclarecido sobre as necessidades educativas, formativas e de certificação de cada um dos territórios em que as escolas atuam.

Os diversos intervenientes nos projetos educativos, quando pretendem fazer aprovar um instrumento de médio prazo, no seio da comunidade educativa e formativa, mesmo que os tempos sejam algo conturbados, devem ter a necessária clarividência para:

a )Fazer os projetos educativos de forma coerente com aquilo que são os diagnósticos de necessidades dos respetivos territórios;
b) Responder às necessidades do tecido económico e social envolvente;
c) Ter em conta os interesses vocacionais dos jovens;
d) Prever uma forma de organização da formação exigente e uma avaliação em linha com os parâmetros científicos mais consistentes.
e) Permitir a adoção de práticas reflexivas assentes no pressuposto da melhoria contínua.

Os projetos educativos e formativos devem ser os faróis das Escolas. Devem indicar os caminhos. Apontar estratégias. Indicar metas. Devem, também, apontar as áreas de especialização de cada Escola. As suas ofertas formativas e as estratégias de divulgação mais adequadas.

O Anuário da ANESPO procura responder a necessidades sentidas pelas Escolas Profissionais em matéria de disseminação da informação sobre a sua oferta formativa.

A ANESPO e o CEFANESPO – Centro de Estudos e Formação da ANESPO estarão sempre disponível para ajudar as Escolas Profissionais a construir, reconstruir, pensar e repensar os Projetos Educativos enquanto instrumentos de planeamento da maior relevância para a sua ação educativa e formativa.



Luis Presa
Presidente da ANESPO


 

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